Johnny De’Carli: “Os princípios do Reiki são a base da minha filosofia de vida”

Johnny De’Carli: “Os princípios do Reiki são a base da minha filosofia de vida”

Com nove livros publicados a nível internacional e mais de vinte anos de experiência em Reiki, Johnny De’Carli é uma das principais referências mundiais do método desenvolvido por Mikao Usui no início do século XX.

Em entrevista exclusiva ao Reiki Studio Porto, o professor, autor e investigador fala-nos sobre o seu percurso e a sua visão sobre o Reiki, hoje e no futuro.

Quando contactou com o Reiki pela primeira vez?

Comecei a estudar Engenharia Agronômica, em 1978, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde me interessei, desde o primeiro momento, pelas plantas medicinais (Fitoterapia).

No ano de 1980, durante as férias escolares, em Brasília, motivado por minha curiosidade, num shopping, fiz minha primeira fotografia Kirlian (bioeletrografia de nosso campo eletromagnético), que me despertou muito interesse, por esse assunto tão misterioso.

Em 1982, já formado, comprei, das mãos do saudoso Prof. Newton Milhomens, a minha primeira Máquina Kirlian (Câmara Bioeletrográfica).

Como vivia no Rio de Janeiro, uma cidade turística, sem tradição agrícola, tive que procurar trabalho fora. Naquela época não havia Internet. Enviei meu currículo, em papel, pelos Correios, para dezenas de empresas agropecuárias.

Fui convidado para trabalhar em apenas uma, no interior do Estado Amazonas, em plena selva amazônica, a Agropecuária Porto Alegre Ltda., situada no km 70 da rodovia Br. 174 (na época de terra batida), que liga Manaus à Venezuela.

Lá, volta e meia alguém ficava doente, existiam muitos tipos de doenças tropicais, quase não havia médicos e hospitais, as pessoas enfermas tinham que recorrer à milenar medicina indígena dos Pajés (xamãs brasileiros), aliás, muito eficiente, mas totalmente diferente do que víamos nas grandes cidades.

Durante nove anos que vivi no Amazonas, aumentou o meu interesse pelo poder terapêutico das plantas, a Fitoterapia. Passado esse período estive em Londres, participando de um curso de Florais de Bach (terapias através da energia das flores, desenvolvido pelo médico inglês Edward Bach).

Iniciei o meu trabalho como Terapeuta Holístico, no ano de 1991, na Cidade de Poços de Caldas – MG. Nesse ano, abri meu primeiro espaço terapêutico, onde comecei a trabalhar com as Fotos Kirlian (Bioeletrografias) e os Florais de Bach.

O Reiki apareceu logo em seguida, em 1993, como consequência de minha busca, aos 32 anos de idade, em Poços de Caldas – MG.

Em que momento percebeu que era esta a área que queria seguir?

Como Terapeuta Holístico (Fotos Kirlian/Bioeletrigrafias e Florais de Bach), já atendia um grande número de pessoas diariamente, muitas vezes me sentia desvitalizado.

A fim de repor as energias “vampirizadas” nos atendimentos terapêuticos, fui recomendado, por uma amiga médica, a fazer o seminário de Nível 1 do Reiki, com a Mestre Claudete França, primeira Mestre de Reiki brasileira.

Com a autorização da Mestre, acabei fazendo também o Nível 2, no dia seguinte, um domingo. No primeiro momento estava bastante cético. O interesse surgiu após a observação dos resultados obtidos em duas questões pessoais: insônia e má digestão.

Em 1986, após o nascimento de Juliana, minha primeira filha, quando recebi o primeiro sorriso dela, tudo mudou para mim. Juliana foi um “gatilho” em minha vida. Iniciei uma busca visando uma reforma íntima. Buscava me tornar uma referência, um espelho para ela.

Minha filha foi o “marco divisor”. Nesse “caminho” encontrei o Reiki e hoje me sinto um ser humano mais amoroso, humilde e tolerante.

O que mais o apaixona na prática do Reiki?

O importante é ser feliz. Ninguém é feliz sem saúde. Sem saúde não vamos a lugar nenhum, não estudamos, não trabalhamos, não crescemos e reproduzimos.

Também, uma sociedade melhor só se consolida com boas “células” de famílias estruturadas. Essas são minhas prioridades: a saúde física, emocional, mental, espiritual e a família unida, em paz. O Reiki me proporciona tudo isso.

Hoje em dia existem diferentes sistemas e visões do Reiki, o que pode gerar alguma confusão. Com base no seu percurso, como descreve o Reiki actualmente?

Todo Reikiano, independente do sistema, faz uso do mesmo tipo de energia. A técnica Reiki utiliza-se de energia primordial, da qual todo o Universo é constituído. É essa energia original de tudo e de todos os seres que captamos e veiculamos após a iniciação (sintonização).

Atualmente, o ensino do Reiki não é mais padronizado. Pelo fato de não existir nenhum tipo de controle sobre as atividades dos professores, cada um é responsável por sua própria didática e prática. Isso criou formas diversas de ensinamento nos diferentes países.

Segundo a sua experiência, o que deve esperar uma pessoa que experimente um tratamento de Reiki pela primeira vez?

No primeiro momento 90% dos receptores de Reiki reagem com desconfiança. Começam a acreditar a partir do momento que observam e sentem as mudanças positivas em suas vidas.

Geralmente, ao receber uma aplicação de energia Reiki, o corpo do receptor relaxa e o batimento cardíaco atinge o seu nível de repouso, assim como diminui a frequência respiratória. Alguns receptores se sentem como que acordando depois de uma noite longa de sono.

Que conselhos daria a uma pessoa que quisesse iniciar o seu percurso como praticante de Reiki?

O importante é se ater a essência. A cada dia, sem exceção, procurar se aproximar dos 5 Princípios do Reiki (“Só por hoje, não sentirei raiva”; “Só por hoje, não me preocuparei”; “Só por hoje, serei grato por todas as minhas bênçãos”; “Só por hoje, farei o meu trabalho com amor e honestamente” e “Só por hoje, serei gentil com todos as criaturas vivas”.).

Os Princípios do Reiki são a base de minha filosofia de vida.

O que distingue, na sua opinião, um bom profissional de Reiki, Terapeuta ou Professor?

Muitos imaginam que recebendo a iniciação no Nível 3-B (Mestrado de Reiki) já se tornaria um bom profissional de Reiki, terapeuta ou professor.

Ocorre que uma iniciação não é “formatura”, não é o final, é exatamente o inverso, é o primeiro passo rumo ao verdadeiro conhecimento do “Caminho do Reiki” (Reiki-Dô).

Uma pessoa sem vivência, sem maturidade, sem conhecimento técnico e dotada de bons costumes, não pode e não deve ser considerada um bom reikiano ou Mestre de Reiki.

Que futuro vê para o Reiki?

Dirigimos-nos, sem dúvidas, para um planeta melhor, sem egoísmo e orgulho. Para se preparar para essa nova realidade, cada um deve, urgentemente, encontrar um “caminho” evolutivo de reforma íntima e modificação da consciência. Para mim esse “caminho” foi o Reiki. Percebi que o Reiki pode transformar as pessoas e o Mundo.

Haverá época em que a humanidade se unirá, como já o fez em outras eras, na medicina, na ciência e na religião. Sem dúvida, o método Reiki terá grande importância para que a humanidade alcance sua plenitude.

Disse Albert Einstein: “A religião do futuro será cósmica e transcenderá um deus pessoal, evitando os dogmas e a Teologia”. Reiki é luz que nos leva de volta à ‘Grande Luz’.

Escreveu vários livros de referência sobre o Reiki. Consegue eleger a sua obra preferida? Qual é e porquê?

Sim, o “Reiki Universal”. Esse livro, em 2015, chegou no Brasil na 14º edição, na Espanha na 30º edição e em Portugal na 3º edição, foi escrito a mão, a lápis, numa época em que poucos tinham computador. Colocou muita gente no “Caminho do Reiki”, com mais de 150 mil exemplares vendidos no Mundo.

Com muita alegria, escrevi nove livros sobre o tema Reiki, são eles: ‘Reiki Universal’‘Reiki, A Terapia do 3º Milênio’‘Reiki, Amor, Saúde e Transformação’‘Reiki, Sistema Tradicional Japonês’‘Reiki Para Crianças’‘Reiki, Os Poemas Recomendados por Mikao Usui’‘Reiki, Apostilas Oficiais’‘Reiki, Como Filosofia de Vida’  e o último lançamento denominado ‘Tarô do Reiki’.

Sinto-me feliz, realizado e gratificado com ele.

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